O nosso método

Extração de ARN por tecido

Cada tecido oferece uma janela diferente sobre o repertório imunitário da lama. Adaptamos a fonte de colheita ao seu projeto.

Método

Da célula imunitária ao ARN que codifica o repertório VHH.

O ARN que codifica os domínios VHH é transportado pelos linfócitos B e plasmócitos da lama imunizada. Estas células distribuem-se por vários compartimentos — sangue circulante, órgãos linfoides secundários, medula óssea — cuja acessibilidade e composição de subpopulações celulares diferem.

A escolha do tecido depende da fase de imunização, da diversidade de repertório pretendida e do carácter mais ou menos invasivo da colheita. Na grande maioria dos projetos, o sangue periférico é suficiente; os tecidos linfoides profundos são reservados para necessidades específicas de diversidade ou maturação de plasmócitos.

Fontes tecidulares

Quatro compartimentos imunitários, quatro perfis de repertório.

Sangue periférico

PBL / PBMC — via padrão

Os linfócitos de sangue periférico (PBL) ou as células mononucleares de sangue periférico (PBMC) são isolados por centrifugação em gradiente de densidade após cada colheita de sangue. É a fonte menos invasiva: pode ser repetida em vários pontos do calendário de imunização para acompanhar a evolução do repertório ao longo dos reforços, sem procedimento cirúrgico.

Gânglios linfáticos

Elevada diversidade de células B

Os gânglios linfáticos são o local de maturação dos linfócitos B ativados. Após os últimos reforços de imunização, são particularmente ricos em plasmócitos produtores de anticorpos de alta afinidade, permitindo enriquecer os bancos com clones já maturados por hipermutação somática.

Baço

Reservatório linfoide

Órgão linfoide secundário major, o baço é mobilizado quando é necessário um acesso tecidular mais profundo para maximizar a representação do repertório imunitário, como complemento ou alternativa ao sangue periférico.

Medula óssea

Plasmócitos maduros

A medula óssea alberga plasmócitos de longa duração. É uma fonte complementar para projetos que necessitam de um repertório de anticorpos maduros, estáveis no tempo e representativos de uma memória imunitária estabelecida.

Comparativo

Que tecido para que objetivo?

TecidoCarácter invasivoDiversidade / perfilCaso de uso
Sangue periférico (PBL/PBMC)Mínimo — colheita de sanguePadrão, seguimento possível ao longo do tempoConstrução rotineira de banco imune
Gânglios linfáticosModeradoElevada em plasmócitos madurosEnriquecimento em clones de alta afinidade
BaçoInvasivoMuito elevada, ampla representaçãoProjetos que requerem diversidade máxima
Medula ósseaModerado a invasivoPlasmócitos de longa duraçãoRepertório de anticorpos maduros e estáveis
Protocolo

Extração realizada imediatamente após a colheita.

01

Isolamento celular

Os PBL/PBMC são isolados por centrifugação em gradiente de densidade (tipo Ficoll) diretamente após a colheita de sangue.

02

Extração de ARN total

O ARN total é extraído segundo um método de referência (tiocianato de guanidínio-fenol-clorofórmio), realizado sem demora para limitar a degradação.

03

Transcrição reversa

O ARN mensageiro é convertido em ADNc por iniciação oligo(dT), ponto de partida para a posterior amplificação do repertório VHH.

04

Controlo de qualidade

Cada extrato é quantificado e a sua integridade avaliada antes da validação — veja a nossa página dedicada ao controlo de qualidade.

Ponto crítico — A extração é realizada no mesmo dia da colheita: a degradação do ARN começa assim que ocorre a lise celular, e qualquer atraso reduz a pontuação de integridade (RIN) do lote final.
Perguntas?

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Contacto

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